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Bem, hehehe. Esta semana um amigo mandou-me um pedaço de sol. E com esse pedaço de sol decidi ir ver os estado da minha alma.. sentia-a ausente. Queria ir ver onde se encontrava e como se tinha aguentado aos altos e baixos da vinha vida.
Então fui.
Admito que o que me surpreendeu foi a facilidade com que a encontrei. Alí, á minha espera. Nos fundo do meu olhar. A desfiar-me. Um sorriso malvado nos seus lábios...
Ai queres brincar? Então anda.
E eu fui com ela. Tomei um mergulho no poço do infinito. Fui ao lugar de todas as almas. Onde o real e o imaginário não apenas se cruzam, mas onde deixam de ser distintos. No mundo mágico da mente humana tudo é possível.
Nadei e dançei com ela. Uma dança erótica de dum corpo e uma alma em sintonia. Foi belo.
Vi-a em todo o seu esplendor. Brilhavamos e riamos. Como me tinha esquecido da sua beleza? Dos seu sorrisos. Felizes por sermos capazes de ser felizes.
Hehehehe, E como a conheço tão bem. A sua capacidade de brilhar. As risadas que ela me provoca. A sua capacidade de me encher o corpo, a forma como ela vê o mundo e o sorriso que me provoca nos lábios. Pois eu a minha alma formamos uma dupla formidável. Ela é como a água fresca e doce que nos dá vida. Alimenta-nos de ao mesmo tempo que nós nos alimentamos dela.
hehehehe, E como ela bricou comigo esta noite! Dançamos como duas serpentes num só corpo lá nesse lugar mágico, onde nos sentimos ligados com a terra, com os seres vivos que a percorrem, até com os astros e resto do universo. Onde vi que fazemos parte de um enorme organismo tão infinito quanto complexo. Aí percebi o que assusta os humanos. A nossa verdadeira insignificância. Pobres, pobres humanos
Nesse sítio sem fronteiras, atravez de uma imagem, ela mostrou-me outra alma. Vi-a, reconheci-a. Sei que lhe tocei. Percebi a omnipresença das almas, percebi a sua capacidade de atravessar o tempo e o espaço. Entendi então a multi dimensionalidade da existência das almas. Percebi tambem a razao pelo qual os povos selvagems deste continente não permitem que lhes tiremos fotografias. Têm medo que lhes caturemos os espiritos e que fiquem sem alma para sempre. Talvez de alguma forma seja verdade. Magia poderosa com certeza.
Pois é assim o mundo mágico do espirito humano. O mundo mágico da capacidade do imaginar. A vastidão da mente realmente não tem fim. Nesse relmo da insanidadedescobri que as almas não se estragam. Não se escondem. Não sofrem danos. Nós sim. Esquecemo-nos de que somos seres vivos. Esquecemo-nos do nosso lugar como animais deste belo planeta. Esquecemo-nos das nossas almas. Ela mostrou-me que a nossa capacidade mágica da nossa mente não é para criarmos mais e mais barreiras e camadas, mas para termos a capacidade de usufruir o máximo possível o mundo que nos rodeia. Deve ser estimulada para que nunca nos esquecamos de quem somos.
Procuramos respostas nos deuses que criamos para esse fim, inventamos todo tipo de fantasia. As respostas que tanto procuramos estão á vista, dentro de nós. Mas a verdade é que fazemos tudo para não nos enfrentarmos, caso o que vimos não nos agrade. Cubrimo-nos de roupa por quê? teremos assim tanto medo da realidade? assusta-nos o facto de sermos animais, vivos? Porque nos enterramos em 'coisas'?
Parece que temos receio de estarmos vivos. Medo da realidade. Olhamos para fora das nosas cascas com receio do mundo onde vivemos. Como os pequenos carangueijos que se escondem dentro das conchas de outros animais... criamos mais peles sobre a nossa pele. Camadas e camadas até que seja impossível vermos quem está lá dentro. Seremos cebolas? Quando foi que o homen perdeu o orgulho de ser HOMEM no seu estado natural? Nú perante a natureza de que faz parte. De que têm medo os humanos?
Pois é fui ao encontro da minha alma a pensar que ela andava perdida, não esperava que ela estivesse á minha espera. Ela nunca se esconde. Eu ás vezes é que me escondo dela.
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